Amigos que beijam… Parte II

Se você ainda não leu a parte I é melhor que leia antes de prosseguir.

Sexo é afeto? Para responder essa pergunta primeiro temos que ter ao menos uma noção básica do que é afeto… Vamos aos sentidos originais da palavra e suas variações:

Latim afficere, afectum produzir impressão. Composto da partícula ad = em, para; e facere = fazer, operar, agir, produzir.

Latim affectus particípio passado do verbo afficere. Tocar, comover o espírito e, por extensão, unir, fixar (it. attaccare), também no sentido de “adoecer”.

Afetividade, Afecção, do Latim afficere ad actio, onde o sujeito se fixa, onde o sujeito se liga.

Extraído da Wikipedia.

Como podemos ver temos aí dois sentidos básicos: o de transmitir uma determinada imagem e/ou informação e a relação empática entre os indivíduos.

Nem sempre quem transmite uma informação ou imagem está criando um ambiente emocional (clima) com a outra pessoa. Contudo sempre que um ambiente é criado há alí alguma informação e/ou imagem sendo utilizada. Logicamente a compreensão das imagens e informações é complexa e nem sempre acontece. Na verdade a compreensão ou total alienação em relação ao sentido lógico do afeto muda totalmente suas perspectivas individuais. Ou seja, a maneira como entendemos o que fazemos – dentro de uma relação interpessoal – varia de pessoa para pessoa e possui conteúdos distintos. Porque cada um avalia tudo de uma forma singular, de acordo com sua própria vida. É impossível julgar os sentimentos das outras pessoas em relação ao que acontece dentro de uma relação.

A (in)compreensão do ambiente também muda todo seu sentido. Duas pessoas jamais sentirão exatamente os mesmos sentimentos. Elas poderão sentir emoções semelhantes, que se expressam no corpo e na fala e assim vão assimilando mutuamente de forma progressiva. Normalmente com a continuidade e aperfeiçoamento da relação esse processo de empatia torna-se cada vez mais rápido e descomplicado.

A habilidade de reconhecer sentimentos é uma capacidade humana intrínseca. Mas ela precisa ser aperfeiçoada progressivamente. Por isso algumas pessoas são melhores em entender situações emocionais do que outras. Utilizamos esse recurso de reconhecimento emocional com tanta habitualidade que nem o percebemos. Em geral, os sentimentos negativos possuem um maior poder de comunicação.

O medo, por exemplo, é um sentimento que pode ser transmitido com grande facilidade. A neurose terrorista nos EUA é um outro bom exemplo de como o medo pode se espalhar com facilidade por um longe período de tempo. Os sentimentos positivos são mais complexos… até porque possuem elementos culturais que não fazem parte da biologia básica. E assim não são tão facilmente comunicáveis, duráveis e intensos.

O sentimento de desejo sexual é um sentimento complexo. Porque é composto por outros sentimentos que criam um aspecto único, mas não fixo. Esse sentimento é facilmente percebido pela sua peculiaridade, mas sua assimilação é relativa ao observador. Algumas pessoas respondem intensamente a qualquer projeção de sentimento sexual, enquanto outras possuem uma resposta muito baixo ou insignificante, ou mesmo adversa.

A distinção do sentimento é diferente de sua assimilação. Perceber e identificar o sentimento é um processo totalmente diferente do processo de assimilá-lo. Cada pessoa projetará sobre si mesma esse sentimento de uma maneira diferente. Porque esse processo depende do contexto histórico-psicológico de cada um, e assim ele poderá se concretizar como qualquer sentimento.

Quando uma pessoa sente um desejo sexual seu corpo automaticamente expressa isso. A intensidade varia de acordo com o quanto a pessoa se sente confortável com aquele desejo e com suas intenções. Todo o corpo cuida de comunicar-se, mas é o rosto onde se encontram as principais informações. Muitas vezes com detalhes quase imperceptíveis que podem nem passar pela nossa consciência.

Nunca vamos expressar um desejo “puro”… toda expressão sentimental é carregada de muitos outros sentimentos. Que podem até serem opostos. Uma pessoa pode ser agressiva com outra, ao mesmo tempo que com isso quer expressar que se importa com ela. Ou pode lhe dar total atenção, ao mesmo tempo que com isso expressa um desejo de controlá-la.

Os sentimentos de desejo sexual são, na sua expressão, criações de nossa cultura. Mas em essência fazem parte do nosso corpo. Existem alguns fatores básicos do desejo sexual que o tornam relativamente simples de ser percebido. Mas a assimilação só acontecerá se a outra pessoa já estiver predisposta para isso.

Por isso tudo e um pouco mais o sexo é uma forma de afeto. Porque com eles estamos querendo transmitir alguma informação e/ou imagem ao mesmo tempo que desenvolvemos um ambiente emocional.

Numa comunicação entre pessoas há o que queremos transmitir de maneira superficial, clara e evidente. E também há o que queremos transmitir como conteúdo subjetivo e secundário. O afeto é aquilo que transmitimos paralelamente ao que expressamos superficial. Não é a simples expressão que vai gerar afeto, são necessários diversos fatores que juntos colaboram para a outra pessoa compreenda e assimile o que foi colocado.

Logicamente é impossível se comunicar sem afeto. Tudo que fazemos expressa nossos sentimentos superficiais e subjetivos. Mesmo que a expressão afetiva seja, na verdade, um desafeto.

Na verdade o sexo pode ser afetivo e/ou desafetivo. A positividade ou negatividade das nossas expressão é avaliada pelo seu conteúdo altruísta. Quanto mais egoísta, limitado e restrito forem nossos sentimentos mais eles serão interpretados como desafeto.

As expressões afetivas, em geral, sempre provocam satisfação (prazer) ou insatisfação (desconforto). A intensidade vai depender do quanto estamos envolvidos no sentimento. As expressões (des)afetivas requerem total exclusividade mental. Toda nossa mente deve estar dedicada, mesmo que por poucos segundos, para criar determinada emoção em si mesma e expressar isso de maneira que ela também seja assimilada pela outra pessoa. Quando uma pessoa está furiosa, por exemplo, fica evidente o quanto ela está completamente dedicada ao seu sentimento. Temos inclusive a impressão de que ela está fora de si.

Como o desejo sexual é um conjunto de sentimentos ele pode ser formado por sentimentos altruístas e egoístas. Existe intrinsecamente uma tendência natural ao egoísmo dentro do desejo sexual. Quanto maior o prazer (satisfação) mais dedicados estaremos a determinado sentimento. O sexo talvez seja o maior sentimento de satisfação que um ser humano pode sentir. E para tanto precisamos de total dedicação física e emocional. Também por isso somos estimulados ao imediatismo e egoísmo. Pensamos exclusivamente na nossa pŕopria satisfação e queremos que isso se realize da maneira mais rápida que for possível.

Em teoria é possível que o sexo seja majoritariamente altruísta, ou ao menos igualitário. Mas o que vemos no dia a dia é uma relação de egoísmo “equilibrada” e conformista…

No fim… depois de tudo isso… o que fica é a consciência de cada um sobre o que faz.

Somos amigos

Você não planeja… simplesmente acontece. E tudo acontece tão rápido… você não esperava que fosse acontecer… muito menos dessa maneira.

Você não planejou… apenas está qui: somos amigos.

O mais incrível na amizade é que você não faz propostas…

Você não idealiza…

Você não cria fantasias que busca realizar.

Está aqui, é real!

As vezes nem percebemos, afial é suave e perfeito… Não há como comparar… é real, inquestionável. Apenas é…

E se não fosse?

Apenas o perfeito desejo de amar…

A perfeita melodia do saber…

Porque somos amigos.

É tão bom conhecer você… é tão bom poder ser.

Amigos que beijam… Parte I

Como muito em breve estarei publicando um extenso artigo sobre arromantismo teremos que fazer “algumas” considerações sobre o afeto. Um tema que é fundamental para a compreensão da assexualidade.

Tudo que fazemos conscientemente possui algum significado consciente ou inconsciente que será ao mesm o tempo será projeto sobre mim e sobre as demais pessoas.. Nosso atos afetivos, mesmo os mais banais como um aperto de mão, estão carregados de significado. Compreender a mecânica da nossa relação interpessoal é um processo progressivo e eterno, por isso nada é absoluto. Mas tudo isso é fundamental para o adoçamento das nossas relações. (clique em More para continuar lendo) (more…)

Dos relacionamentos

Logo nos primeiros anos de vida ingressamos numa escola primária. Lá percebemos que nossas amizades são completamente descartáveis e instáveis. Sendo que nossa participação nelas é quase nula. Não decidimos com quem vamos conviver, quem serão nossos amigos, com quem podemos conversar, com quem podemos brincar, quem podemos visitar e principalmente não temos controle algum sobre a durabilidade desse relacionamento. Cabendo aos país e professores (ou qualquer “responsável”) a administração da nossa vida social.

Por isso a escola primária é o maior campo de treinamento contra-amizade que existe. Boa parte dos nossos pré-conceitos sobre os relacionamentos sociais são formados lá. A outra parte (que basicamente é a mesma coisa) é formada entre nossa família principal (pai, mãe e irmãos) e secundária (tios, primos, vós, etc), com grande influência da mídia, claro.

Hoje, a criança crescida concebe o mundo como uma escola primária. E por lógica consequência aplica nos seus relacionamentos sociais o que “aprendeu” quando ainda era muito pequeno. Ou seja: que as pessoas estão apenas “passando” em suas vidas; os relacionamentos são estabelecidos pelo interesse dos outros; a interação social nada mais é do que dar e receber favores (barganha); as pessoas irão lhe valorizar de acordo com o você tem além de você para oferecer à elas; a sinceridade de sentimentos e percepções é quase nula, vivendo assim sempre com um Judas em potencial ao lado; et cetera.

Assim é inevitável que o que antes era um pré-conceito infantil se torne um conceito completamente convicto. E tal convicção pode acabar gerando alguns dos comportamentos descritos abaixo.

A criança crescida se torna um adulto frustrado que tenta encontrar no relacionamento romântico uma fuga. Visto que o relacionamento romântico pouco foi compreendido durante o período escolar ele não carrega todos os pré-conceitos da frustração, raiva, ilusão e traição que a “amizade” carrega. Pelo contrário, carrega todas as melhores perspectivas do sentir e ser: querido, acolhido, respeitado, entendido, perdoado e aceito. Ou seja, a realização do “amor” se torna seu novo objetivo de vida.

Numa outra ordem ainda pior, a pessoa projeta em todos os seres humanos – ou quase todos, sobrando o (grupo de) refúgio que pode ser algum amigo íntimo, ou um pequeno grupo de amigos íntimos ou simplesmente a família principal – a mesma perspectiva que aprendeu enquanto criança, mas ao invés de buscar a realização do “amor” ele nada mais faz do que reagir ao mundo assim como o mundo o tratou: como um objeto. Assim ele busca uma vingança compulsiva e insaciável por tudo que um dia foi feito com ele.

Tal refluxo quase sempre acontece nas interações sociais românticas, talvez por envolverem com maior intensidade tudo que foi sentido nos primeiros anos de vida. Assim todas as relações sociais são relações românticas sadomasoquistas e exploratórias (no sentido de “tirar proveito ou utilidade“) de curto prazo ou médio prazo – quando não, uma relação romântica estável paralela serve como ponto de refúgio das demais desventuras românticas que não deixam de acontecer.

Além do que foi dito o resultado da educação social na infância pode gerar graves transtornos de personalidades que podem ser lidos na Wikipedia.

O comportamento analisado friamente como está acima pode não exemplificar com clareza de que tipo de comportamento estou falando. Contudo essa é exatamente a intenção. Não há como esclarecer como é esse comportamento nos mínimos detalhes porque cada pessoa o demonstra de uma forma diferente.

O mundo (as pessoas) seguem num caminho de desvalorização dos relacionamentos. É algo agonizante que não imagino onde poderia parar. Hoje muitas pessoas projetam a “salvação” num relacionamento romântico, grande parte delas acabam frustradas e a outra parte parte finge que está tudo bem.

Espero que com você seja diferente,

Por fim um último pensamento:

A melhor avaliação seria a auto-avaliação. Seria olhar para si mesmo e identificar-se. Saber quem “sou”. Contudo aprendemos a saber quem somos através da perspectivas dos outros. Mas os outros sabem quem somos?

Well… think about it ;)

Haverá continuação

Ser solteiro não é ser sozinho

Ainda fico assustado quando vejo as pessoas assimilarem solidão à relacionamento romântico. É uma reação quase que automática. Sempre que falo que não tenho intenção de me casar um dia (e na verdade nunca tive) as pessoas dizem algo como: então você vai morrer sozinho; você realmente quer morrer sozinho?; vixi, (sou de Pernambuco) vai ficar sozinho; ah! só tu mesmo pra gostar de ficar sozinho; Deus me livre de viver sozinha para sempre!; e por aí vai…

Eu realmente não fico incomodado pessoalmente com essas declarações… eu fico triste ao ver como a mente dessas pessoas funciona. Tanto que eu muitas vezes prefiro não tocar no assunto.

O que eu realmente gostaria de entender é: como uma única pessoa poderia lhe preencher totalmente? Isso só é possível se você estiver apaixonado por aquela pessoa e isso não vai durar muito tempo (~ 3 anos). De outra maneira… ou depois de algum tempo… essa única pessoa não vai mais agradar você totalmente (na verdade mesmo quando agradava não passava de uma ilusão).

Existe muitos tipos de pessoas nesse contexto… mais os dois principais são: os que pensam assim por inércia. Se todo mundo pensa assim, eles vão com a maré. Mas na verdade eles não percebem que estão muito bem socialmente. Com alguns ótimos amigos de todos os momentos. É até engraçado ver essas pessoas falando sobre essa relação de solteiro/solidão… Mas isso não quer dizer que eles não sofram por conta disso.

E o outro tipo são as pessoas intragáveis… em todos os sentidos possíveis. Gente sem gosto, nem sal. Sem alegria ou qualquer outra forma de agrado. Gente que vive de picaretagem, malandragem, mentiras, falsidade e ilusões. Alguns mais, outros menos. Com essas pessoas eu me sinto impotente. Porque a solidão será inevitável.

Então para ser breve vou falar aqui a essência do conhecimento sobre a solidão…

Marcos contou que Jesus certa vez estava andando andando e (entre muitos eventos que aconteceram naquele dia) um homem chegou até ele e perguntou como poderia ganhar a vida eterna. Então Jesus mencionou os mandamentos já bem conhecidos por todos… mas o rapaz falou que já fazia tudo aquilo. Então Jesus o deu outra missão: Falta-te uma coisa. Venda tudo que você tem e dê aos pobres, e terás um tesouro no céu. Venha, tome sua cruz e siga-me.

O rapaz que era muito rico, retirou-se triste.

Um pouco depois Pedro disse a Jesus: deixamos tudo que tínhamos e te seguimos. Então Jesus falou:

E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.

Essa história pode parecer sem nexo com nosso assunto… mas é bastante lógica. No começo chega esse homem rico e pergunta o que precisa fazer para ter a vida eterna… então Jesus fala o óbvio (para qualquer Judeu da época)… mas ele disse que já fazia tudo isso. Ora, se ele já fazia porque estava perguntando? Então ainda faltava algo! E não era o ato em si de dar o que tinha aos pobres. Mas sim de desistir de seu “eu”, do seu egocentrismo.

Quando Pedro falou, Jesus mostra mais um de seus paradoxos… aquele que deixar acha. É óbvio que ele não estava falando de deixar literalmente, como os apóstolos fizeram, mas sim de deixar o próprio egocentrismo. Aquele que se desprender do “meu/eu” vai ter muito mais, numa perspectiva totalmente diferente. Quem antes tinha uma mãe… agora vai ter várias… quem antes tinha uma casa… agora vai ter casa aonde quer que vá…

Mas não é o simples ato de se desapegar de bens materiais e/ou do próprio ego… é fazer isso em prol do amor por Jesus. Aí é quando essa história começa fazer ainda mais sentido. João (irmão de Jesus) foi um dos que mais entenderam o que Jesus queria dizer com amá-lo. Principalmente depois da sua morte. Morto e agora já vivo, mas não entre nós, se torna impossível amar Jesus na forma a qual concebemos o amor. João evidencia exaustivamente que amar a Jesus é amar as outras pessoas.

Por isso que depois é dito: Se você não ama seu inimigo que , como pode amar a Jesus? O princípio é bastante simples, mas profundo.

O rapaz que falou com Jesus foi só uma alegoria “real” usada para nos ensinar essa “pequena” lição. O homem rico é como qualquer pessoa nos dias atuais… estamos demasiadamente preocupados com nosso nariz… não existe maior criador de buracos negros do que o ser humano. Somos verdadeiras dragas de vida. Isso é… se seguirmos como o homem rico.

Eu acredito que já falei sobre amor no site… e que amor é esse que devemos ter por outras pessoas. Não estou falando de afeto, mas sim de bondade… é fácil? Não. Para qualquer ser humano é impossível. Ninguém nunca (jamais!) vai amar perfeitamente… apenas tentamos… e muito mal… mas precisamos tentar. Sofrendo as temidas “perseguições”. Ah… mas a outra opção é ficar sozinho.

Qual você vai escolher? :}

Até o dia 31, todos os dias teremos um post falando sobre o tema solidão. O que vou escrever pode não tornar você a pessoa mais social do mundo, mas no mínimo vai lhe trazer muito auto-entendimento. Isso por si só já é algo incrível. E o demais vai acontecendo com o tempo.

AME, não só no fim do ano… mas o ano INTEIRO!

Você tem medo de ficar sozinho?

imgadA imagem ao lado diz mais ou menos o seguinte: “Com medo de ficar solteira para sempre? Aprenda o ’segredo psicológico’ para conseguir um homem fiel”. Encontrei essa imagem, que na verdade é uma propaganda, navegando na internet. Ela me chamou a atenção por falar exatamente do que estamos falando continuadamente aqui no site.

Responda as seguintes perguntas com sim ou não:

( ) Você se sente sozinho(a) por não ter um namorado(a).
( )Você acredita que um namoro sério mudaria sua vida.
( )Todos seus amigos estão namorando e você ainda está encalhada(o), isso está deixando você cada vez mais triste e magoada(o).
( )Mesmo querendo muito um namoro tudo que você consegue são alguns(mas) ficantes que não se importam com você.
( )Seus finais de semana e feriados são sempre monótonos porque você ainda está sozinho(a).
( )Você tem medo de ficar solteiro(a) para sempre.
( )Você tem medo de morrer sozinho.
( )Você sente falta de alguém te dizendo o que deve fazer e quando.
( )Você se sente mais frágil por não ter um(a) namorado(a).
( )Você se sente mais infeliz que seus amigos que estão namorando.
( )Você deixa de ir para festas e comemorações para não passar vergonha por estar só.
( )Você mente para as pessoas sobre seu passado amoroso para elas acreditarem que você já fez muito sucesso.
( )Em certas datas específicas como final de ano, natal e dia dos namorados você se sente estranhamente para baixo e desanimado(a).
( )Você sempre atrai homens e/ou mulheres egoístas, interesseiros, covardes e traidores.
( )Você já considerou todas as razões possíveis para a sua solidão, principalmente ser gay.
( )Algumas pessoas, ocasionalmente, se atraem por você, mas depois de algum tempo elas simplesmente perdem o interesse subitamente, e sem muitos avisos te deixam ou traem.
( )Sua conversa com outras garotas e/ou garotos passasse exclusivamente sobre romantismo, namoro, casamento, etc.
( )Você repudia qualquer conversa que fale sobre namoro, casamento e romantismo em geral.
( )Paradoxalmente, mesmo querendo muito um namoro, você sempre se sente desconfortável numa “relação” e termina o mais rápido o possível.

Quem respondeu positivamente para até 5 perguntas precisa de ajuda. Nada que boas reflexões e paciência não ajude. Mas para quem respondeu mais do que 5 eu aconselharia ir a um bom psicólogo. Não estou brincando. Isso é realmente sério.

Comece antes de mais nada se perguntando:

Por que tenho tanto medo de ficar solteiro(a)?

Por que tenho tanta necessidade de um “relacionamento”?

Pensar nunca faz mal. O problema é não pensar. Agir por impulsos. Eu sei que existe uma pressão forte para que não pensemos em praticamente coisa alguma. Com o romantismo atual surgiu uma onda devastadora de “amor louco, selvagem e sem razões”. É bem bonitinho quando alguém faz uma musiquinha toda melosa sobre esse amor burro. Mas na prática não existem histórias com finais felizes de amores que terminam assim.

Certa vez estava conversando com uma amiga e falei sobre uma outra pessoa que vive numa busca incansável por um namorado. É algo tão frenético, compulsivo e obsessivo que todos percebam o constrangimento que ela passa. Eu esperava que ela disse algo como “é mesmo… ela deveria parar com isso, aprender a viver com ela mesma…” Mas não, a amiga me disse “Ah! Mas ela está certa! Tem que procurar mesmo!”. Eu não tive palavras para falar porque ambos sabemos muito bem o quanto essa pessoa é problemática.

Estamos com a mente cauterizada… morremos de medo de ficarmos solteiros para sempre, mas nunca nos perguntamos a razão de tanto temor.

Bem… talvez eu esteja errado… talvez. Infelizmente nenhuma pesquisa mostra o contrário ao que digo aqui. Não conheço uma única pessoa com um bom casamento. E todos os bons namorados que conheço estão em dopados com a paixão, logo não percebem os seus próprios problemas. As pessoas estão mil vezes mais preocupadas em mostrar que estão bem namoradas/casadas/pegadas/whatever do que de fato construir um bom relacionamento.

É por isso que na grande maioria dos casos os amigos são melhores do que os parceiros românticos/sexuais, porque com eles você constrói uma amizade, enquanto que com o parceiro você a maquia para as demais pessoas.

Pense nisso!

NÃO somos SÓ amigos

Você tem amigos? Mas esses amigos são amigos? Essa pequena partícula, o “só”, me deixa tão irritado… é tão ofensivo. Ele simboliza muita podridão que existe na nossa cultura. Só amigos é como quase nada… como coisa alguma, tanto fez como tanto faz. Amigo na verdade é algo volátil. Não dá nem para dizer que é coisa do passado, porque nunca foi. Nos moldes da nossa sociedade eu não sei realmente como descrever o quanto um amigo é algo… algo-nada. (more…)

Amizade entre homens e mulheres, é possível?

Existe uma crença popular de que amizade entre um homem e uma mulher é impossível. E de fato é, para a maior parte das pessoas. Muita gente cresce num ambiente em que meninos e meninas são “coisas” diferentes. Separando-se até mesmo na menor atividade em grupo. Só se “unindo” no que chamamos de namoro, casamento e alguns de ficar.

Crescemos num mundo de gente egoísta e interesseira. E que além do mais não admite que homens e mulheres sejam amigos. Existem dois tipos de pessoas nesse sentido. Os “outros” e o “pseudo-amigo”.-

Os outros são as pessoas que olhando de fora não conseguem imaginar que aquele casal de amigos sejam “só” amigos! Muitos ficam completamente perturbados com a doce relação dos dois e fazem de tudo para acabar com ela. Não estou brincando! Existe muita gente assim! Acredite em mim. Tal gente muito provavelmente nunca teve uma amizade verdadeira com alguém do sexo oposto, visto que sempre foi cheia de malícia. Querendo sempre tirar algum “proveito” do amigo. (more…)

Você não está sozinho

citybirds

Existe quem queira se fazer de forte, de machão e dizer que não precisa de nada nem de ninguém. Mas a verdade é que somos bem mais frágeis do que queremos parecer. Nosso maior ponto fraco é a solidão. Esse sentimento que meche com todos os nossos outros sentimentos. E isso não é nenhum novidade. Tanto que está presente desdo princípio da humanidade. (more…)