Bem… e se…?

O sexo é algo que mexe com quase todas as pessoas pessoas. Não pela mecânica da excitação sexual e do orgasmo. Mas sim pelos seus valores e significados que não são claros, mas estão há tanto tempo na nossa sociedade que muitas vezes não são questionados.

Você até então não teve interesse por sexo… sempre achou algo banal… algo irrelevante para um relacionamento. Até que seu pensamento começa a mudar. Mas novamente de uma maneira não muito clara. Você começa a imaginar como seria importante ou significante fazer sexo com alguém que você gosta muito, ou com alguém que potencialmente você gostaria muito. Ou mesmo com um desconhecido ou com um amigo colorido…

Então você começa a se questionar: será que realmente não gosto de sexo? Será que vou gostar? E se eu não gostar?! Será que vou ficar dependente disso? Será que não conseguirei mais viver sem sexo?… Realmente é uma situação confusa.

Mas talvez você nunca tenha parado para pensar no esse desejo quer dizer…

Vamos pensar um pouco. Será que seu desejo tem fundamento? Suponto que seu interesse inconsciente seja pelo prazer… o que faz você pensar que o prazer sexual é tão poderoso assim? Até uma montanha russa pode provocar um conjunto de emoções muito mais intenso! Qualquer droga “ilícita” pode criar um prazer incomparável… e eu não acho que você tenha uma fixação em montanhas russas e espero que não use drogas.

Pense bem… é o prazer que você procura? É lógico que não. Então… o que seria?

Poríamos ficar falando aqui sobre as mais diversas ilusões que nos (assexuais) fazem sentir um estranho desejo por sexo. Mas eu acredito que existe dois grandes fatores:

Rito de passagem; o rito de passagem pelo sexo é uma das coisas mais antigas que a humanidade já inventou. Ele foi perdendo suas formas mais espalhafatosas, mas foi progressivamente vez se infiltrando mais e mais dentro da nossa mentalidade comum. O que antes era um evento extremamente organizado e evidente hoje faz parte da vida de uma maneira que nem percebemos.

Logicamente esse é um rito desnecessário, como tantos outros. Mas até o momento em que o identificamos e o neutralizamos ele fará parte de nossas vidas e até certo ponto nos controlará.

Quase todos os produtos da nossa sociedade usam o sexo em algum aspecto. Até comerciais de colchão usam sexo para vender! É um ciclo vicioso, impessoal e incontrolável.

Na prática tudo se transforma numa grande pressão inconsciente sobre nós, e por nós me refiro a todas as pessoas. Então oprimidos por vocês que não sabemos a orgiem… e não sabemos suas formas… somos acuados e fragilizados.

As pessoas reagem das mais diversas maneiras diante de todo esse processo. Muitos entram em depressão, outros se matam (literalmente) e tantos outros sentem uma forte pulsão pelo sexo. Sem falar nas parafilias mais diversas que podem se desenvolver.

Valor emocional-relacional; no caso do rito de passagem, dito acima, a pessoa idealiza o sexo como um obstáculo/evento que acontecerá… e muitas vezes nem consegue imaginar aquele mesmo evento acontecendo 3 vezes ao dia… todos os dias durante quase toda a vida. Outros já conseguem…

Esses encaram o sexo como algum objeto de valor nas suas vidas. Enquanto uns imaginam que uma vez perdendo a virgindade poderão enfim ser felizes… outros encaram o que chamamos de “vida sexual”. Bem… se realmente o sexo tem tantos valores para você… tudo bem. Faz sentido que você o desej tanto. Mas o problema é justamente se esse valor realmente existe e se ele é real!

Ou seja… se você realmente pensa dessa maneira, ou está apenas projetando algum outro problema sobre o sexo. E se esse valor é coerente com o que você é.

Pense nisso! ;)

E sempre lembre-se que a frustração por não fazer sempre é bem menor do aquela pelo que foi feito e é irreversível. Por isso… tenha calma.

Is this your life?

Mr. Jones

Sha la la la la la la….. hmm, uh huh…

I was down at the New Amsterdam staring at this yellow-haired girl
Mr. Jones strikes up a conversation with a black-haired flamenco dancer
She dances while his father plays guitar
She’s suddenly beautiful
We all want something beautiful
Man I wish I was beautiful
So come dance this silence down through the mornin’
Sha la la la la la la la yeah.. uh huh, yeah…
Cut up, Maria! Show me some of that Spanish dancin’
yeah, but, Pass me a bottle, Mr. Jones
Believe in me
Help me believe in anything
‘Cause I wanna be someone who believes
Yeah…

Mr. Jones and me tell each other fairy tales
And we stare at the beautiful women
“She’s looking at you. Ah, no, no, she’s looking at me.”
Smiling in the bright lights
Coming through in stereo
When everybody loves you, you can never be lonely

Well, I’m gonna paint my picture
Paint myself in blue and red and black and gray
All of the beautiful colors are very very meaningful
Yeah, well, you know gray is my favorite color
I felt so symbolic yesterday
If I knew Picasso
I would buy myself a gray guitar and play

Mr. Jones and me look into the future
Yeah, we stare at the beautiful women
“She’s looking at you. I don’t think so. She’s looking at me.”
Standing in the spotlight
I bought myself a gray guitar
When everybody loves me, I’ll never be lonely
I’ll never be lonely
Son, I’m never gonna be lonely

I wanna be a lion
E-Everybody wants to pass as cats
We all wanna be big big stars, yeah, but we’ve got different reasons for that
Believe in me ’cause I don’t believe in anything
and I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe,yeah

Mr. Jones and me stumbling through the barrio
Yeah we stare at the beautiful women
“She’s perfect for you, Man, there’s got to be somebody for me.”
I wanna be Bob Dylan
Mr. Jones wishes he was someone just a little more funky
When everybody loves you, oh, son, that’s just’ bout as funky as you can be

Mr. Jones and me staring at the video
When I look at the television, I wanna see me staring right back at me
We all wanna be big stars, but we don’t know why and we don’t know how
But when everybody loves me, I’ll be just’ bout as happy as I could be
Mr. Jones and me, we’re gonna be big stars.

Esse é você?

Escolhas

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“Escolha uma vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha seus amigos. Escolha roupas e acessórios. Escolha um futuro […]”

Esses são apenas alguns versos de um poema de John Hodge, recitado no início do filme “Trainspotting”. Faz algum tempo que o vi, mas na minha adolescência o efeito dele foi arrasador. A idéia de manter o controle sobre a própria vida era tudo que eu não tinha e ao mesmo tempo tudo que eu almejada. De certa forma eu me transportava pro futuro, em algum momento de minha independência em que eu finalmente pudesse ter esse controle sobre o meu destino.

Mais cedo ou mais tarde todos nós chegamos a uma fase da vida em que acreditamos piamente que detemos todo esse controle. Talvez o contexto e a experiência mudem de indivíduo para indivíduo, mas esse vício de pensamento vai te assolar algum dia. E ele pode ser torturante justamente porque isso não passa de uma utopia.

A priori eu gosto de pensar que é a própria sociedade do consumo que gerou essa cultura do “a vida é feita de escolhas”. Ou seja, se eu tenho o poder de escolher nas prateleiras do supermercado, eu controlo meu mundinho de valores, necessidades e desejos. E não é essa idéia de segurança que os produtos realmente oferecem? E como cada vez mais tudo se transforma em mercadoria (pessoas também), a impressão é que escolhemos tudo, logo controlamos tudo. Não quero me aprofundar muito nisso, mas não me parece uma teoria insana.

Bem, passando rápido no Orkut – e não podemos negar os dados sobre a sociedade brasileira que ele nos oferece – constatei quatro comunidades com o título “A vida é feira de escolhas” que somam mais de 2 milhões de membros. Levando toda a população brasileira em conta, posso estar generalizando, mas se fizéssemos uma enquete onde a pergunta fosse: “A vida é feita de escolhas?”. Vocês duvidariam que o “sim” fosse, de longe, a resposta mais expressiva?

Não cabe a mim contestar os significados sociais. No máximo, constatar. Afinal, se eles existem, querendo ou não eles não maiores do que eu. Não gosto de julgá-los bons ou ruins, muito menos cair no senso comum de culpar a mídia por todos os valores que não concordo. Porém, todos temos o direito de refutá-los quando não fazem mais sentido para nós. E ainda mais quando nos fazem mal.

Existem muitas coisas na vida que escapam às nossas escolhas. Podemos até escolher quem somos, por exemplo, mas é impossível escolher como as pessoas nos vêem – e considerando as dezenas de familiares, amigos e desconhecidos que nos cercam, somos uma entidade totalmente fora de nosso próprio controle. Pode ser um exemplo tolo, mas não é extremamente incomodo quando alguém possui uma imagem diferente de como gostaríamos de sermos vistos? Você pode pensar em inúmeros outros casos em que você não está tão no controle e essa falta de poder te perturba de alguma forma. É um ótimo exercício.

Nós gostamos de colocarmos no centro de todas as narrativas do mundo, de estar no centro do universo e protagonizar nossa vida através de nossos olhos. Se o consumismo contribuiu para isso, o desenvolvimento das ciências também tem sua parcela de culpa. Cremos que temos mais poder sobre a vida, tudo que nos cerca, a natureza, o espaço etc. Uma verdadeira maldita herança Iluminista de que “eu sou dono da minha própria vida, logo eu escolho”. Parece ser bom na utopia, mas se paramos pra pensar esse pressuposto está na raiz de muitas de nossas angústias e aflições do dia-a-dia. A vida em si é um evento com inúmeras possibilidades latentes e reconhecer essa impermanência talvez seja a única forma de encarar com mais naturalidade acontecimentos que não nos agradam. Até porque isso também é inevitável.

Somos amigos

Você não planeja… simplesmente acontece. E tudo acontece tão rápido… você não esperava que fosse acontecer… muito menos dessa maneira.

Você não planejou… apenas está qui: somos amigos.

O mais incrível na amizade é que você não faz propostas…

Você não idealiza…

Você não cria fantasias que busca realizar.

Está aqui, é real!

As vezes nem percebemos, afial é suave e perfeito… Não há como comparar… é real, inquestionável. Apenas é…

E se não fosse?

Apenas o perfeito desejo de amar…

A perfeita melodia do saber…

Porque somos amigos.

É tão bom conhecer você… é tão bom poder ser.

WTH?!

Por que infernos as pessoas comparam assexuais com homossexuais? Já estou ficando cansado de ver declarações do tipo:

Ah… nunca fiquei com alguém. Não gosto de sexo… não sinto prazer… acho chato. Nem gosto de beijar. Acho que sou assexual ou lésbica/gay.

What?!

Desde quando ser gay é não gostar de beijar? Ou não sentir atração sexual por outras pessoas?

Af…

Se eu fosse contar cada caso de malucos que “viraram” gays por serem assexuais… eu criaria o melhor site de comédia da internet.

Tudo bem… tudo bem… a situação não é fácil. Uma das primeiras coisas que passam na mente é “será que sou gay?”. Mas vamos pensar um pouco… o que tem há ver não gostar de sexo/romance com ser gay?

Eu achava que ser gay/hetero era uma questão de gênero pelo qual tenho atração. As coisas mudaram agora?

Essa “brincadeira” com a própria sexualidade é coisa séria. Se tenho interesse por homens e me ponho a querer ter interesse sexual por mulheres… muito provavelmente terei conflitos de auto-imagem e personalidade.

Algumas pessoas estão em manicômios por causa disso. Vá lá… converse com os médicos.

Pessoal… esse meu apelo é de todo o coração. Seja para você ou para seus amigos. Derrubem esse mito louco sobre a sexualidade de uma pessoa. Não permite que as pessoas que você gosta se destruam.

Quem tem determinado comportamento sexual (hetero/bi/homo/pan/etc)… ou quem não tem (assexual) só deve procurar mudar sob observação de um psicólogo – ou qualquer profissional extremamente competente.

Auto-engano

Existem diversas formas de personalidade, diversos problemas de personalidade, diversos distúrbios de personalidade e diversos problemas neurológicos que interferem na personalidade. Nenhum desses torna uma pessoa melhor do que outra.

É uma tendência moderna, tornar qualquer “diferença” numa qualidade. Se você é TDAH então você é um grande gênio em potencial; Se você é bi-polar então é um grande artista em potencial; Se você é assexual então você é o ser humano mais livre do mundo; Se você é arromântico então é o o ser humano mais altruísta do universo; e por aí vai.

As potencialidades sempre existem em qualquer “diferença”… porque se é diferente logo há diferença potencial. Mas isso não torna a pessoa melhor. Apenas muda apresenta uma potencialidade maior em determinada categoria.

Resumindo: se você acha que é melhor do que os demais por ser assexual (ou por não ser) logo você é um energúmeno.

Pior que o machismo

Pior que o homem machista é a mulher machista. A mulher machista de hoje não é a mesma de dezenas de anos atrás. A mulher machista de hoje é a que pensa dessa maneira

O maior absurdo de nossa “modernidade”

Dentre as coisas mais indignantes de nossa sociedade “moderna” é completa falta de integração entre pessoas com e sem deficiências de comunicação.

Beleza e dinheiro

O que é o valor se não um elemento subjetivo?

Qual é a diferença entre o dinheiro e a beleza?

Quando você entenderá que os valores são sempre pessoais?

Só, só, só o amor faz o mundo andar

Lindinha: Abra bem os olhos, preste muita atenção
Veja bem as cores, como é lindo este mundão
Vamos voar, pois temos um avião
Com flores e amores, fica bem coloridão

Docinho: só…
Florzinha: só…
Lindinha: só….

Meninas: Só o amor, o amor faz o mundo andar
Só, só, só o amor, o amor faz o mundo andar

Lindinha: Abra seus ouvidos, ouça o mundo te dizer
Pássaros cantando, um novo dia vai nascer
Todo mundo tem uma canção no coração
Se quiser cantar, é só usar a emoção

(Solo de guitarra da Florzinha)

Docinho: Só, só, só o amor, o amor faz o mundo andar

Lindinha: Não pode me ferir com o que você me diz
Te faço um carinho e você vai ser feliz

Florzinha: Bichinhos…Gatinhos…Brincando…
(repete)

Docinho: Só
Florzinha: Só
Lindinha: Só
Meninas: Só o amor, o amor faz o mundo andar

Docinho: Só
Florzinha: Só
Lindinha: Só
Meninas: Só o amor, o amor faz o mundo andar