Mar 082010

Dentre as coisas mais indignantes de nossa sociedade “moderna” é completa falta de integração entre pessoas com e sem deficiências de comunicação.

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Mar 062010

No artigo anterior eu dei um introdução sobre o assunto mais importante aqui no site. O mito da involução sexual está impregnando em nossa sociedade… os mitos já estão tão bem concretizados que nem precisam de representante… cada pessoa faz sua pequena parte na estagnação psicológica. Mas o que há de tão louco nessa construção cultural?

Como eu venho dizendo a busca neurótica pela felicidade é a marca desse século. As pessoas nem sabem o que é felicidade, mas buscam isso frenética e compulsoriamente. Quem nunca sofreu por causa da busca pela felicidade de alguém? O filho abortado; a namorada traída; a mãe esquecida; o amigo abandonado; o esposo assassinado; o emprego perdido; o emprego desejado; e tantos outros casos que fazem parte das nossas vidas… mas que são todos “normais”. E de fato é… a norma social é buscar a felicidade a todo custo.

Todo esse processo começa no nascimento. Temos objetivos que são estabelecidos por convenção social… a princípio os objetivos são apenas das habilidades corporais e intelectuais… mas em pouco tempo os objetivos para o campo minado da sexualidade. Todos os dias as crianças são estupradas (figurativamente) pelos fetiches dos adultos a sua volta. Os pequenos mal nascem e já são violentados por sentimentos, imagens e pesos complexos até mesmo para um senhor de 90 anos.

Os agressores estão (principalmente) no entretenimento eletrônico (TV/Cinema/Jogos/etc) forçando as crianças a assimilarem estados que não são compreendidos, apenas copiados. Os pequenos são copiadores… eles precisam aprender com os mais velhos a lidar com o ambiente. Os objetivos da tribo serão seus objetivos. Esse é um processo fundamental da psique humana… só que o que existe como ferramenta de sobrevivência acaba se tornando uma ferramenta de morte.

O objetivo do herói; o esperança da mocinha; a salvação do mundo; o inimigo; os fracos; os tolos; os perdedores; os falidos; os impotentes; os vitoriosos; os sábios; os queridos; os adorados; o rumo da vida; as aventuras; a morte; o fim; e por aí vai.

Tais conceitos são absorvidos pelas pequeninas mentes como um estupro psicológico. É contra sua vontade, mas o medo de resistir é maior do que o medo de reagir. Vai passando quando nem ainda começou… e assim você segue… cínico e indolor.

Ao menos sobre isso todos temos consciência: a cada dia a humanidade adoece psicologicamente e não há indicador de mudanças.

Muitas vezes os pequenos projetam no crescimento a salvação para o enforcamento nosso de cada dia. Eles imaginam que ao crescerem vão poder escolher… em sua progressiva independência. Mas inevitavelmente descobrimos que quanto mais crescemos menos escolhemos… e mais dependentes ficamos.

O que há é apenas uma transferência dos responsabilidades. Não são mais os pais que dizem como vamos nos vestir, são os amigos e a mídia. A diferença é que os pais, mesmo com todos seus fetiches projetados sobre os filhos, reconhecem (infelizmente nem sempre) no pequeno um ser humano. Ele é REAL! Com o mínimo senso de responsabilidade os pais tentam (nem sempre) fazer o melhor pelo desenvolvimento dos seus filhos (isso não exclui os fetiches). Mas os demais não se importam… aquele outro é apenas mais um consumidor para a mídia e para seu circulo social é apenas um fantasma entre milhares de outros.

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Mar 042010

O ser humano possui um complexo de inferioridade crescente. A cada dia as pessoas se sentem mais desvalorizadas e insignificantes… Para compensar o sentimento de insignificância usamos artifícios que chamaremos de acessórios. Tais acessórios podem ser qualquer coisa, apenas precisam desempenhar o papel de valor. E não necessariamente precisa ser um valor positivo. Muitas vezes um valor negativo é tão importante para o saciamento do vazio existencial quanto um valor positivo.

Poderíamos separar os acessórios em três categorias:

Objetos: vestimenta (camisas, sapatos, calças, saias, brincos, colares, pulseiras, etc), maquiagem, carros, motos, computadores, óculos, casas, relógios e por aí vai. Todas essas coisas são visíveis e ,como diz a categoria, objetivas.

Subjetivos: sotaque, país de origem, país de naturalização, experiências de vida (sexual, social, profissional, romântica, etc), conhecimento científico, marcas (nike, Apple, Ford, etc), nacionalismo, filosofia de vida, religião, e por aí vai. Todas essas coisas são abstratas (conceitos) e só se manifestam quando incorporadas em objetos (roupas, computadores, automóveis, hábitos diários, etc).

Quase sempre usamos acessórios objetivos subjetivos de forma híbrida criando um conceito único.

Você compraria um carro sem marca? A marca (conceito) é fundamental quando vamos comprar sapatos, relógios, roupas, computadores e até um lápis de pintar! Na grande maioria das vezes nem sabemos de qual material é feito tal produto ou se ele realmente vale o preço cobrado, mas compramos porque maior do que o produto é o conceito que a marca estampada nele trás.

Quanto mais insignificante uma pessoa se sentir mais ela precisará de acessórios para compensar a própria imagem. Mas na verdade não é a imagem que a pessoa tem de si para si, mas de si para os demais. Julgar a si próprio é uma tarefa que requer ousadia, coragem e determinação… e isso cansa porque precisamos fazer isso diariamente, a cada momento. Então preferimos o julgamento dos outros que é mais prático e objetivo.

Por isso os acessórios sempre precisam da “revelação”. É quase impossível encontrar uma pessoa que use acessórios subjetivos, mas que não os revele as demais pessoas a sua volta. Já viu alguém que adora uma marca não estampá-la em suas camisas e adesivos? Ou que aderiu a uma religião e faz segredo? Ou que possui uma filosofia de vida, mas não a torna visível as demais pessoas?

Usar acessórios como forma de expressão do que se já sou é algo contraditório. Visto que se sou por que precisaria expressar isso? Ninguém veste camisas com dizer: “Sou humano, com orgulho”. Na grande maioria dos casos o acessório serve para dar um valor até então inexiste. Em alguns outros casos o acessório serve como afirmação do que se acredita ser. Mas mesmo nesse caso o acessório acaba se tornando um a imagem do objetivo/objeto a se ser.

Mas afinal, qual o problema dos acessórios? São problemas evidentes que decorrem da desassociação do ser, ou seja, a falta de auto-identificação. O velho “quem-sou-eu?”. Disso pode suscitar:

  • Síndrome do pânico;

  • Distúrbio de personalidade dependente;

  • Complexos de inferioridade cada vez maiores;

  • Depressão;

  • Ansiedade – e problemas decorrentes;

  • Entre muitos outros problemas que podem resultar em suicídio.

Contudo é praticamente impossível ser humano e não usar acessórios objetivos, subjetivos ou híbridos. Somos frágeis em nossas convicções e precisamos da aceitação da sociedade. O mínimo que se pode fazer é tratar com a auto-identificação o sentimento de desprezamento e insignificância. Daí tirar um equilíbrio estável da visão de si próprio, diminuindo assim a necessidade (como algo essencial) de acessórios.

O ideal é que se busque um equilíbrio (como em tudo) entre a visão de si e os acessórios, quando necessário, para que a pessoa possa viver igualmente equilibrada consigo mesma e com a sociedade.

Resumindo: tente não usar a sua assexualidade como um acessório… ou você correrá grandes riscos.

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Mar 032010

Olá amigos, antes de mais queria felicitá-los pelo site, foi realmente uma grande ajuda.
Como quase todos os que vos escrevem, eu acho que sou assexual.

Não me sinto só. Sou uma pessoa sociável, tenho um bom trabalho e amigos fabulosos. Tenho também uma família muito unida e protectora em que todos nos queremos muito. Os meus pais continuam a ser romanticos um com o outro e os meus irmãos têm os dois relacionamentos estáveis e saudáveis.

Durante um tempo pensei que era lésbica ou até bissexual, mas dei-me conta de que não é o caso.
Eu realmente me apaixono por homens e muito. Sempre tive facilidade em encontrar namorados, me apaixonava, amava-os, mas era incapaz de ter sexo com eles. Não tenho medo, nem dores nem nada do género, inclusive me excito sexualmente quando estou com alguém, mas quando chega o momento de fazer sexo, simplesmente não me apetece. Gosto de sexo como ideia, acho bonito e gostaria de gostar de sexo porque acho que é algo saudável entre dois adultos que se amam, gosto que as pessoas se sintam atraídas por mim e me achem sexy e eu também me sinto atraída por elas, mas de uma forma muito intelectual. Sempre me apaixono por amigos muito próximos.
Realmente gosto de ter intimidade, carinho, contacto físico… só não quero ter sexo…
Infelizmente os meus relacionamentos sempre acabam exactamente por este motivo. Quando os meus namorados começam a “exigir-me” contacto sexual, eu prefiro deixá-los com uma desculpa a explicar-lhes o que se passa comigo. Acho que nunca o poderiam entender.
Já menti muitas vezes acerca da minha sexualidade ou invento desculpas como “trabalho muito” ou “não tenho tempo” para justificar que não pratique sexo. Levo cerca de um ano e meio sem relações sexuais, e, na minha vida, tive contactos sexuais muito poucas vezes…
Em geral penso pouco em sexo e quando penso, penso de uma forma muito abstracta, como fantasias sexuais, em que os intervenientes nunca têm cara.

Acham que realmente sou assexual ou que posso ter outro problema?
Normalmente não penso muito no assunto, mas às vezes creio que não sou normal…

Obrigada!
Marta

Olá Marta,

Seu caso parece simples… mas não é.

Eu acho que você não leu o site e não entendeu exatamente o que é assexualidade… você termina sua declaração dizendo “realmente sou assexual ou que posso ter outro problema?” Esse ter outro problema indica que você ainda configura a assexualidade como algo problemático para a sua vida… e isso é explicável com o que você escreveu anteriormente. Em seguida você diz “às vezes creio que não sou normal…” Nesse caso você deu ao termo normal um sentido de algo bom e/ou equilibrado. Confirmando o que foi dito…

Eu não precisaria dizer mais do que algumas poucas palavras se você tivesse me dito como é seu comportamento auto-erótico. Se sua própria imagem te excita sexualmente, como acontece sua excitação sexual, se você se masturba, como se masturba, quais elementos te excitam na masturbação, etc. E ao menos tivesse me dito sua idade… Ah! Mas ao menos sabemos que você é portuguesa… … brincadeira… rsrsrs… isso não faz diferença.

As informações que você me deu indicam sobre seu comportamento romântico. Você gosta de segurança e procura relacionamentos assim. Por isso namora com pessoas que já eram amigas suas e as deixa porque elas se tornam um “perigo” para você. Mas essas coisas você mesma deveria avaliar com paciência.

Sobre seu comportamento sexual posso dizer que você está no limbo. Você nem apresenta características fortemente sexuais… e também não apresenta características fortemente assexuais.

Sua busca por parceiros e seu desejo sexual me parece um refluxo/refluxo da sua educação familiar. E como já disse você gosta de segurança, procura pessoas que possam te trazer tal segurança. Tudo está indo muito bem… até que eles querem sexo. Você disse que não há dor… nem sofrimento de qualquer tipo… mas mesmo assim não quer fazer sexo. E com a insistência se sente ameaçada… termina o relacionamento.

Mas ao mesmo tempo você quer. Sexo parece ser uma coisa muito boa… afinal você gosta de beijar… se sente excitada… então você imagina como deve ser sentir… só sentir… é tudo muito legal, é tudo muito bonito… até que… você sente nada! Como é que de um momento de excitação sexual você passa a sentir nada? Ou a se sentir desconfortável?

Provavelmente temos aí algo que pode ser uma simples indisposição a ter uma relação sexual factual (padrão assexual), ou um trauma psicológico que desperte sempre que você saca que o sexo é “real” (como se não o fosse até o momento).

E como você não me disse coisa alguma sobre masturbação… é melhor que você vá num ginecologista e fale sobre esse assunto especificamente com ele. Lembre-se ginecologistas não são psicólogos. Então concentre-se na parte física da coisa (vagina, clitóris, etc).

É possível que você tenha pouca sensibilidade na área responsável pela estimulação sexual. Isso explicaria porque você consegue emular o sentimento de excitação sexual, mas não consegue sentir prazer/gostar do ato sexual.

Mas novamente… você me não me disse coisa alguma sobre auto-erotismo. Logo estou apenas cogitando.

Quem você deve procurar é um ginecologista e em seguida, tendo consciência do funcionamento básico do seu corpo, um psicólogo. Mas nem um nem o outro poderá dar rumo a sua vida. Tudo o que eles podem fazer é explicar o que está acontecendo. Daí pra frente é com você.

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Feb 262010

Mais uma reportagem sobre assexualidade foi publicada, agora na Folha de SP. E com ela recebemos alguns novos números sobre a sexualidade no Brasil (incluindo a assexualidade)…

Ainda não tenho acesso a reportagem na integra, mas em breve ela estará disponível na página Reportagens, junto ao Guia para Pesquisas que estou elaborando para ajudar Pesquisadores, cientistas, jornalistas e qualquer outra que esteja interessado em estudar a assexualidade como evento psicossomático ou em alguma outra possível abordagem.

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Feb 242010

O que é o valor se não um elemento subjetivo?

Qual é a diferença entre o dinheiro e a beleza?

Quando você entenderá que os valores são sempre pessoais?

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Feb 242010

Em seu coração
Mora um abrigo
Mas está vazio
Corre perigo
De onde vens?
Para onde vais?
O que tu tens?
O que ele traz?
Qual o sentido?

Qual o sentido de viver?
O que fazer p’ra ser feliz?
Qual a noção do saber?
O que o meu coração não diz

É só amar, amar
Cada um, por cada um
É este o sentido

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Feb 232010

Originalmente eu pretendia falar, nesse artigo, sobre o mito da energia sexual, mas ao decorrer do assunto achei mais importante falar sobre o problema do desenvolvimento humano paralelo ao que chamamos de vida sexual. Um assunto que acho fundamental desde que escrevi o primeiro artigo sobre assexualidade. Mas sem mais delongas…

Eu não sou pró-sexo, muito menos sou anti-sexual. Mas estando no meio termo, o qual analisa tudo e retem o que é bom, vejo que de sexo se fala muita bobagem e pouca ou nenhuma informação realmente útil para a sociedade. O que muitas pessoas não perceberam ainda é que falar de sexo, sexo de verdade, é tabu. O que as pessoas falam não é de sexo, mas sim de elementos eróticos isolados:

Seios, bundas, cinturas, quadris, anus, vagina, pênis, boca, fezes, urina e todas as outras partes e secreções do corpo. Tudo que tenha algo há ver com sexo. Mas que sobre o sexo não diz nada.

Sobre esses “elementos” estamos saturados de ver em comerciais e programas de TV. O problema é que estamos cheios de produtos e sem nenhuma substância. Não adianta falar sobre elementos sexuais para entreter as pessoas e de tais se saber pouco ou nada. Temos um ganho em entretenimento e uma perda vertiginosa em saúde psicológica e física.

O ser humano tente a criar respostas e ligar eventos de forma incrível. Sem um sistema de comprovação científica dos fatos nossa imaginação vai voar solta e voltaremos aos tempos medievais onde a terra era plana… Hoje nosso problema não é com a falta de análises científicas, mas sim com a divulgação da mesma. Na verdade o problema está em quem deveria e quem quer difundir esse conhecimento tão básico sobre o funcionamento do nosso corpo.

Quem deveria difundir esse conhecimento são a família primária, família secundária, professores e por fim os políticos, os quais são colocados em sua cargo pelo povo para representar os desejos do povo para o bem do povo, na nossa democracia representativa.

Contudo os políticos não estão em seus lugares pelo desejo de fazer um mundo melhor, mas sim pelo mórbido desejo de ver seu nome citado em todos os jornais, sua carinha estampada na TV, seus terrenos se multiplicando, sua mansão se tornando continental, etc.

Já os professores não estão em seus interessados em produzir nas pessoas os frutos da boa educação que além de gerar o conhecimento técnico necessário para construir um mundo melhor também gera um cidadão responsável por si e pelos demais. O próprio sistema de ensino visa uma “educação” cega em conhecimentos técnicos completamente desfocados e incoerentes de qualquer objetivo, que não é transmitido ao aluno. E além do mais não há formação de vida, na verdade o “centro educacional” serve mais como um inferno para as mentes ainda mais ou menos saudáveis desses novos humanos. Os professores, diretores, administradores e outros estão interessados na manutenção de sua própria sub-existência

A família secundária e primária (infelizmente na maioria das vezes, como nos casos acima) pouco se importa com o desenvolvimento do filho, desde que seja o desenvolvimento que eles idealizaram (uma casinha de bonecas com gente de verdade).

Infelizmente essa é a situação do mundo todo em relação a educação primária.

É lógico que existem pessoas fortemente interessadas em mudar esse quadro. Mas mesmos suas vitórias se transformam em sistemas doentes em mãos irresponsáveis. Vide Gilberto Freire.

Mas o que isso tudo tem há ver com sexo e desenvolvimento humano?

Na 2ª parte desse artigo falaremos sobre como as construções fantasiosas influenciam nossa sociedade trazendo sofrimento e involução psicológica e física para uma pessoa.

p.s.: Apenas uma observação necessária. Alguns dos textos escritos aqui falam sobre sofrimento, dor, perda, carência, solidão, etc. Todos são temas desagradáveis, mas não são dispensáveis. Em parte escrevo isso para as pessoas que passam por isso, que são muitas, e em parte escrevo isso para que essas pessoas possam entender sua própria situação e tomar uma atitude de mudança e reconciliação (consigo mesmo, sociedade, família, amigos, etc.)
Enfim… doi… mas é necessário. Queria eu poder escrever apenas sobre coisas boas e agradáveis.

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Feb 212010

Se você observar a paixão com um olhar “neutro” perceberá que na verdade ela só é um catalisador de emoções e sentimentos. Tendemos a pensar na paixão como um elemento novo em nossas vidas… algo que não estava lá, e de repente surgiu e mudou tudo. Não é bem assim…

Qualquer sentimento/emoção existe como uma ferramenta. A tristeza, a alegria, a raiva, dor, compaixão, etc. Tudo isso não acontece por acaso. Eles possuem aplicações prática e só existem por essas razões. Quando um sentimento/emoção se torna instável – durando muito pouco ou demais – temos aí um problema psicológico ou até mesmo de saúde física. Por exemplo, a tristeza é um sentimento bom. Digo bom porque ela tem efeito produtivo nas nossas vidas. Contudo a depressão não tem um efeito produtivo… ela pode levar uma pessoa até mesmo ao suicídio. Pessoas que sofrem de transtorno bi-polar entendem bem como os sentimentos/emoções devem ser equilibrados para a vida seja suave e agradável.

A pergunta é: a paixão é um estado bom ou ruim?

É importante entender que a paixão só existe como catalisadora. Naturalmente somos levados a gostar e desgostar de certas coisas nas outras pessoas. Alguns desses elementos são instintivos, já outros unicamente racionais. Mas na maioria dos casos há uma mistura entre instintividade e racionalidade. Por exemplo: a beleza. Avaliar se alguém é bonito ou feio é uma característica natural de qualquer ser humano. Agora que elementos vão dar beleza ou feiura vai depender (em parte) da cultura na qual ele está envolvido. No ser humano nenhum elemento é apreciado unicamente pelo seu instinto ou unicamente pela sua razão.

Abaixo estão algumas coisas que apreciamos em outras pessoas:

  • A sua cultura;
  • Seu tom de voz;
  • A língua falada;
  • Seu sotaque;
  • Sua inteligência;
  • Sua delicadeza;
  • Seu humor;
  • Seu carisma;
  • A beleza do corpo (ou alguma parte dele);
  • As experiências de vida;
  • Agradabilidade

Todas essas coisas são apreciadas por nós. Mesmo que seja num nível imperceptível. A comunicação não é restrita ao que é dito verbalmente. Todos os elementos acima são formas de comunicação. A forma como uma pessoa fala pode dizer qual seu nível social, sua cultura, nível de instrução, região de origem, etc. Sua inteligência diz sobre sua capacidade de sobrevivência, assimilação de novas informações, adaptabilidade com o ambiente, etc. A beleza do corpo diz sobre sua vitalidade, idade, comportamento, etc.

Todas essas informações são extremamente importantes para a relação dessas duas pessoas. Quanto mais elementos positivos (aqueles que gostamos) maior será o sentimento de empatia, admiração, afeto, compaixão, etc. Os elementos negativos produzem justamente o inverso: cinismo, desprezo, raiva, rancor, etc.

O que isso tem há ver com a paixão? Tudo…

É impossível ser totalmente positivo para uma pessoa. Porque temos somos diferentes e temos gostos diferentes. Achar alguém totalmente compatível (dentre quase 7 bilhões de pessoas) é impossível. Na imagem abaixo você pode ver o caso de duas pessoas e a relação entre elas. Observe como os gostos são diferentes e observe o que um não gosta no outro.

Entre essas duas pessoas é possível que haja uma amizade, ainda que superficial, mas impossível que exista um relacionamento romântico sem interferência da paixão. Então, como é que muitas vezes pessoas (aparentemente) completamente incompatíveis namoram e até se casam?

O que é importante para a paixão muitas vezes não é importante para a pessoa. O que a paixão quer é dar continuidade para a espécie. Ou seja, a reprodução. E para isso ela vai avaliar os conceitos que ela acredita serem os mais interessantes para tal obra. Ora, a paixão não tem inteligência própria, logo ela vai usar o que a pessoa acredita (de forma inconsciente ou até mesmo instintiva) ser o mais viável para esse trabalho.

Mas o que acontece com os elementos negativos? Simples… lembre-se que a paixão distorce a percepção de uma pessoa. Algumas vezes ela gera uma admiração abstrata inexplicável. A pessoa gosta da outra sem ter a menor razão para isso. Em outras vezes a paixão catalisa todos os elementos positivos e “esconde” todos os elementos negativos da percepção.

É lógico que a pessoa não fica retardada… muitas vezes ela reconhece os principais defeitos do outro, mas é como se isso não tivesse valor algum para seu “moderador interno”.

Bem… a paixão não durar para sempre… e com o tempo ela vai perdendo seu poder de distorção da percepção. Isso não quer dizer que a relação vai acabar… só quer dizer que com o tempo um verá cada vez mais nitidamente o outro. E isso, na verdade é ótimo, reconhecer a pessoa como ela realmente é. O problema é que o que um sentia pelo outro era “artifical” visto que o que um via no outro na verdade estava distorcido ou até omitido.

Todo o problema está nesse processo de avaliar e sentir. O que aconteceria se você fosse amigo de uma pessoa e depois de anos descobrisse que ela não é nada do que você acreditava. Você se sentiria traído. É justamente isso que acontece em muitos relacionamentos. O problema é que no seu caso você sabe que seu amigo de fato traiu sua confiança. Já dentro do relacionamento romântico essa percepção da traição praticamente não existe… aí fica um tristeza sem “como?” nem “quando?”.

O que define se gostamos ou não de uma pessoa é o valor de seus elementos positivos. Cada elemento positivo tem um valor diferente. Para algumas pessoas, por exemplo, a fama é o maior elemento positivo. E como dito a presença desses elementos positivos influenciam no que sentimentos pela outra pessoa. O que poucas pessoas não sabem é que a paixão não só existe na sua forma avassaladora… na verdade a paixão, como catalizadora/supressora de elementos, está presente o tempo todo em nossas vidas.

Quantas vezes você já não ficou dias pensando numa pessoa só por conta de algo que ela disse; ou por causa da cor dos olhos; ou pela forma como ela te tratou, ou pelo seu carisma? Ou quem você admira (intensamente) por uma simples razão… pela inteligência ou pelo sotaque? E aquele cara/garota que até hoje está na sua memória pelo simples fato de terem passado algum momento agradável juntos?

Olhando por esse ângulo também podemos identificar fortes sentimentos por objetos: livros, revistas, filmes, computadores, carros, motos, casas e até mesmo marcas. Praticamente todas as pessoas também possuem um forte ligação com tais coisas inanimadas. E como explicar isso se não como uma paixão? Podemos também ter paixão por alguma atividade. Grandes pintores, músicos e arquitetos eram na verdade apaixonados pelo que faziam.

Então voltamos para a pergunta inicial: a paixão é um estado bom ou ruim? A resposta é: nem um, nem o outro. Seria impossível viver sem paixão. Um ser humano sem paixão (entenda o sentido abrangente que estou usando) seria insignificante até para ele mesmo. A paixão, na verdade, é um estado de potencialidades…

A grande sacada aqui é saber lidar com a paixão. Seja pelo que for. Identificar quando essa paixão é pura ilusão, ou se ela está apenas catalizando o que realmente há na pessoa ou objeto. É fundamental fazer essa análise para que não haja frustrações. É como o garoto que sonho com um brinquedo, passa anos sonhando com isso, e quando recebe percebe que o brinquedo não ter valor algum. Ou a moça que sonha com certo rapaz e ao finalmente conseguir namorá-lo percebe que ele não tem valor algum.

Tudo é uma questão de valor… qual é o real valor disso? Como essa minha paixão por tal coisa pode potencializar o seu valor? O melhor reflexo disso está nas artes… o que é feito com paixão e com consciência é até hoje admirado pela sociedade. O que é feito unicamente com paixão e sem moderação acaba por nem existir.

Quanto maior for a moderação da paixão, melhores serão os seus resultados. Isso se aplica a qualquer coisa. E no nosso caso, inclusive nos relacionamentos…

Quando as pessoas escutam falar de arromantismo pensam logo em pessoas que são incapazes de se apaixonar. Ou que se ao se apaixonarem rejeitam tal estado como todas as suas forças. E não é nada disso… ao menos para mim, a paixão não é uma inimiga, mas sim uma amiga irresponsável e cega, na maioria dos casos. Tudo que faço e que tem algum valor foi feito com paixão. Ela me deu a motivação e a alegria necessária para trabalhar em coisas que “racionalmente” eu não veria valor algum.

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Feb 202010

Como a ideologia arromântica poderia ajudar um relacionamento romântico? Não é tão impossível quanto você imagina! Vamos lá!

A grande erro da maioria das pessoas românticas é se deixar levar pela paixão… o maior problema da paixão é que ela distorce sua percepção de tal forma que toda sua vida muda…

Socialização, quando você se apaixonou provavelmente esqueceu de seus amigos (ou de quase todos). Isso foi um grande erro! É muito importante que você refaça a amizade. E se prepare para pedir muitas desculpas… muitos dos seus amigos ficaram magoados com seu “esquecimento”.

Dependência, as vezes a paixão catalisa o sentimento de dependência de uma pessoa. Ela assim fica extremamente dependente da outra. Outro grande erro. Se você é o dependente procure juntar forças para buscar a própria independência (de tudo). Se você é o suporte então busque ajudar seu parceiro dizendo que ele pode viver por conta própria. Algumas vezes a pessoa do suporte também acaba se deixando levar pelo sentimento de satisfação por estar sendo o “tudo” para a outra pessoa. Mas isso é extremamente problemático. Procure reverter essa situação.

Algumas áreas de dependência:

  1. Financeira – quando a pessoa é a única responsável pelo dinheiro;
  2. Social – quando a outra pessoa é sua única amiga;
  3. Afetiva – quando o desejo por carinho se torna uma dependência (carinho é bom, mas ninguém deve ficar dependente dele);
  4. Auto-imagem – um caso mais complexo, quando uma pessoa sustenta a sua auto-imagem a partir do outro. “Sem ela sou nada”;
  5. Objetivista – quando o único foco do parceiro é o outro. Esquece de todos os seus outros objetivos;
  6. Obsessiva – quando a vida só tem cor com o outro.
  7. Intelectual – quando um parceiro esquece do seu próprio desenvolvimento intelectual e se segura à inteligência/conhecimento do outro;

A mentira em nome do bem, em qualquer relacionamento há mentiras. Mas nunca relacionamento amoroso há muita coisa em jogo e por isso, muitas vezes, mentir é crucial! Mas como então não mentir? Simples… não provocando a situação onde seja necessário mentir. Contar a verdade muitas vezes é insuportável… então que tal cortar o mal pela raiz? Nunca esconda uma verdade sobre você do seu parceiro. E evite ao máximo provocar situações onde no futuro será necessário mentir. Saiba que se a mentira trará dor para o seu parceiro ela trará infinitamente mais sobre você.

Elogios, você já viu dois amigos que vivem se elogiando? Pode até existir… mas eu nunca conheci algum caso assim. A verdade é que em muitos casos os amigos estão errados… os namorados se elogiam demais… e os amigos de menos. Grande erro! Deve haver um equilíbrio aí. Você deve elogiar qualquer pessoa na medida certa. Mais do que isso parecerá falso, e com o tempo perderá o “efeito”. Quarde os elogios para os momentos certos.

Amor temporário, as vezes (mas não sempre) um casal de apaixonados pode entrar num incrível amor entre eles… são pacientes, prestativos, bondosos, sinceros, etc… Isso é ótimo. Se não fosse por dois problemas: Amor exclusivista (”só amo quem me ama” ou “só amo XYZ) nunca dá certo, esse amor só dura pelo tempo que dura a paixão. Conheço muitas esposas que vivem amarguradas porque perderam o amante (literalmente) que tinham e hoje vivem com uma sangue-suga.

Como reverter essa situação? Só existe uma solução… se você ainda está nesse amor temporário simplesmente passe a oferecer esse amor para outras pessoas. Isso vai ajudar a solidificar o que está sendo em você superficial. Assim com o passar dos anos as qualidades do amor nunca deixarão seus relacionamentos. Obs: Em alguns casos o casal desenvolvem algum tipo de bloqueio, onde conseguem amar os outros, exceto o parceiro. Nesse caso é necessário fazer uma auto-análise. Mas fuja dos terapeutas de casais que “prescrevem” sexo para tudo. É só placebo.

Sexo, dentro de um relacionamento sexo pode ser tudo, exceto fundamental. O problema é que (não imagino como) os terapeutas de casais entenderam que tudo dentro de uma relacionamento romântico se resumo em sexo! Toda confusão acontece porque alguns inverteram a ordem… colocaram os efeitos na frente da causa. Por exemplo, quando um parceiro magoa o outro é provável que eles não se sintam a vontade para fazer sexo… isso é lógico. Mas alguns “especialistas” invertem a ordem. Dizem que por não fazer sexo eles irão se magoar (de alguma maneira mágica). Então eles recomendam sexo para um bom relacionamento.

Mas basta consulta o rapaziada da boa idade pra saber como é que as coisas realmente funcionam. Sexo é um elemento que deve ser opcional num relacionamento romântico. O que é fundamental é: sinceridade, apoio, paciência, companheirismo, humildade, bondade, etc. Muitos casais desde cedo vão pelo caminho do fundamentalismo do sexo… provavelmente a grande maioria segue por essa rota… bem todos sabem o que acontecem com a grande maioria dos relacionamentos românticos…

Afeto, o afeto/carinho é uma forma de comunicação mais objetiva do que a comunicação verbal. Digamos que um abraço pode dizer mais do que um livro. Muitas vezes um casal (pelas razões citadas acima) deixam o afeto de lado. Isso é o começo do fim. Mas não se iluda… não saia fazendo carinho no seu parceiro… isso não vai mudar muita coisa. Primeiro resolva tudo que já foi dito (e o que ainda será)… daí, muito provavelmente o carinho virá naturalmente. Se você partir para o carinho sem antes resolver os problemas o que pode acontecer é: O parceiro interpretar seu carinho como um ato de falsidade, como se você quisesse algo dele, ou como uma sedução sexual, como se você o estivesse chamando para fazer sexo.

É muito importante para um casal (para qualquer pessoa na verdade) desvincular sexo de carinho. É um pouco complicado, principalmente dentro desse tipo de relacionamento. Mas é fundamental. Um abraço não quer dizer “vamos para a cama”, assim como um beijo não quer dizer “quero aqui e agora”. É importante saber separar essas coisas. Um modo produtivo para um casal fazer isso é criar seu “código interno” de carinhos… criar um beijo especial que quer dizer “vamos vamos vamos!” ou um certo tipo de abraço no mesmo sentido. Não sei se é o ideal, mas por via das dúvidas resolverá 90% do problema.

Ser carinhoso com os amigos também é importantíssimo. As vezes um casal se isola do universo até na forma como trata as outras pessoas. Só existe comunicação verbal. Isso prejudica muitos os relacionamentos. Tente, juntamente com seu parceiro, re-desenvolver (ou criar, se nunca houve) o carinho pelos seus amigos. Na frente do outro mesmo para que o ciúme bobo vá minguando. Não se preocupe… se o outro realmente está com você pode você então não há o que temer… ou há? (vide A mentira em nome do bem) Com o tempo haverá um equilíbrio na comunicação não verbal (carinho) que tornará a relação interna (entre o casal) e externa (com amigos) muito melhor.

Ciúmes, o ciúme não surge por acaso… as vezes ele já está em grande nível potencial dentro do parceiro. Mas na grande maioria dos casos ele é desenvolvido dentro do próprio relacionamento. Tudo que foi dito acima contribui para que o casal (ou um parceiro) seja ciumento. Pode parecer fofinho… mas ciúme nunca é legal. Nunca! Ciúme é nada menos do que a desconfiança no parceiro. Agora, em que inferno desconfiança é algo bom?

A primeira barreira que deve ser ultrapassada é a dependência. Ambos devem se tornar independentes… isso pode parecer que vai tornar a relação fraca, mas na verdade só irá unir ainda mais o casal. E em seguida deve-se por TUDO em pratos limpos. Acredite… ganhá-lo como seu amigo e perdê-lo como seu namorado/esposo pode ser a melhor coisa que tenha acontecido na sua vida.

Um fim, muitos relacionamentos românticos são auto-destrutivos. Na verdade parece que os dois nasceram para destruir a vida do outro. É algo aterrorizante e incontrolável. Em outros casos os desejos, comportamentos e objetivos com completamente diferentes. Infelizmente, em tais casos o melhor a se fazer é por um fim… na relação romântica e se tornarem unicamente amigos (com suas devidas restrições). Aproveite para desenvolver, dentro da amizade, o que vocês não conseguiram dentro do relacionamento romântico. Isso pode/deve levar um bom tempo… mas será o tempo necessário para que vocês amadureçam… e se for viável, que voltem à relação romântica. Obs: se continuar do mesmo jeito procure ajuda profissional… se mesmo assim não mudar…

Percepções, é muito comum que um parceiro se esqueça que o outro tem o direito de ter sua particularidades. Ele pode não ter interesse sexual, não gostar de beijar, preferir ficar em casa a sair, odiar TV, etc. São coisas grande e microscópicas que são fundamentos em relacionamentos. Esquecer que o outro tem o direito de ter suas particularidades é chamar o Diabo pra luta mano-a-mano. Não dá…

Recebo vários e-mails de pessoas com relacionamento românticos até que sem muitos problemas… mas tem uma coisa… uma coisinha só que ele não suporta. E em TODAS AS VEZES essa coisa é algo totalmente fútil, ou no mínimo dispensável. Só que nesse momento ambos devem usar do bom senso para saber quem deve ser flexível e abandonar ou mudar um hábito. Por exemplo, um puzinho aqui… ou alí… pode parecer besteira… mas quem gosta disso? Não dá, não é? O flatulento deve ter consciência que ele vai aborrecer o parceiro e vai prejudicar a relação. Em outros casos, como quando o outro não gosta tanto assim de sexo (ou em casos mais complexos quando a relação causa muita dor), é importa que o parceiro tome consciência disso e mude seus interesses… ou então quem vai mudar (de casa) é o outro.

Romance, o problema do relacionamento romântico… é o romance. A grande sacada é que é impossível ser romântico 24/7… impossível! O que muitas casais fazem? Eles vivem num sistema de múltiplas personalidades. De dia eles são “normais”, mas a noite eles encarnam o amante perfeito. Ótimo… tudo bem… e o que você faz com as outras 14 outras do dia em que ele está “normal”? Deu pra sacar que fica difícil… Então, qual é a solução?! Ora, meu caro, isso é lógico…

Simplesmente seja “natural”. Então você vai me dizer… “ah mas se eu for ‘natural’ o tempo todo nosso relacionamento entrará na rotina”…. hum… de fato… esse é o problema… você é insuportável! A única forma de mudar esse quadro é mudando quem você é!

Você não precisa entregar flores para ela no trabalho. Você tem que ser a flor que ela vai encontrar ao chegar em casa. Sacou? Você não tem que ficar 24 horas por dia de bom humor… só precisa ficar 24 horas por dia apito para ser amado; Você não tem que chamar ela pra jantar fora num restaurante caríssimo… estar com você, em qualquer momento deve ser uma experiência única, você deve ser uma experiência única; Você não tem que deixá-la louca de prazer… estar com você já é um estado de conforto inestimável; Você não precisa criar poemas e canções, sua própria voz deve ser uma doce e delicada melodia a qual será acompanhada com a mesma intensidade pela dela; Mas nunca deixe de entregar chocolates… O segredo está nos chocolates :P

Existem muitas outras coisas que podem ser ditas… mas ficarão para depois… enfim… aproveitem um pouco da sabedoria arromântica. ;)

Posted by Julio Neto Tagged with: , , ,